A lição que a Dilma nos deu!

Começou assim: no dia 05.04, li na Folha de São Paulo sobre um documento que comprovava a participação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no planejamento e execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85).

 A Folha publicou o “achado” como matéria de capa, tomando  o documento como legítimo (teria sido elaborado pelo antigo DOPS – Departamento de Ordem Política e Social – órgão responsável por décadas de repressão a diversos grupos no Brasil, que destacou-se especialmente no período da ditadura militar). Li a matéria, refleti sobre ela, e guardei-a na memória, afinal, temos que estar atentos a tudo que falam de nossos políticos.

 Hoje (25.04), vejo um twittada do Franchini sobre a retratação da Folha, assumindo que o documento era falso (na verdade, se trata de um documento que roda na internet desde novembro do ano passado). Franchini colocou um link para o Blog do Fontana, que conta em detalhes o ocorrido.

Um caso como esse tem muitas lições sobre esses novos tempos da comunicação:

 1.     O “Big Brother” somos nós: todos estão olhando tudo. Não são mais as instituições e os grandes veículos de mídia que controlam a informação, são as pessoas, isoladamente ou em grupos, que têm o controle sobre a informação e sua proliferação. O Franchini passou informações depois que leu o post do Fontana (que se aprofundou no assunto); esse processo de auto-regulação vai se proliferando quase que instantaneamente;

2.     A instantaneidade: essa rápida proliferação se deve as diversas ferramentas de compartilhamento de informações que existem hoje na web e que estão intimamente ligadas às plataformas móveis (celulares e smartphones). Recursos que transformam a todos nós em “antenas” captadoras e transmissoras de informações. Porém, a capacidade de “transmitir” está ligada à confiança que cada um tem junto ao grupo (ou aos grupos) com os quais se relaciona. Essa confiança, por sua vez, tem como base a opinião, não o simples fato de informar;

3.     A confiabilidade: as pessoas que agem como disseminadores conquistaram a confiança de sua audiência de uma forma diferente dos grandes e tradicionais players de mídia. Essas pessoas comunicam fatos sempre com suas opiniões, usam diversas fontes (várias vezes divergentes) para exemplificar seus pontos de vista e interagem com toda a sua audiência, seja ela positiva ou negativa às suas idéias. As grandes mídias buscam manter-se isentas, e têm como modus operandi demonstrar eficiência por meio de “furos” jornalísticos. A audiência não está tão preocupada com fontes e furos (afinal, vivemos num mundo com excesso de informação), as pessoas estão preocupadas em formar suas opiniões. Nesse sentido, entender a opinião de outros nos faz tomarmos as nossas decisões e estabelecermos as nossas próprias opiniões. Eu confio na opinião de várias pessoas as quais respeito e “sigo” nos diversos canais que existem hoje; afinal são pessoas, de carne e osso, que estão a um clique de distância de mim.

 Com a twittada do Franchini e o post do Fontana eu teci minha opinião. E você que me lê, está tecendo a sua?

 Abs,

Jair Tavares

Pós-graduação em mídias sociais

Li hoje, “Pós-graduação em Twitter é oferecida por universidade inglesa“. Na verdade, ao ler a matéria, fica claro que não só o Twitter, mas blogs e o Facebook – que já chega a 91 milhões de usuários no mundo -, são os principais focos de estudo do curso. A matéria destaca ainda: “O conteúdo programático envolve o potencial de comunicação e marketing de sites como o Twitter e o Facebook. Claramente, o foto são os estudantes de jornalismo e relações públicas.”

Esse movimento da “academia” é mais uma evidência do poder dessas novas formas de comunicação, que infelizmente continuam sendo negligenciadas pela maioria das empresas.

Leiam a matéria na integra no link acima.

Abs

Jair Tavares

O caipira e o marketing

Estava outro dia falando com colegas sobre a vida que levamos aqui nessa grande e cinza São Paulo, comparando-a a vidinha despretensiosa das cidadezinhas do interior (de qualquer lugar), onde a vida passa devagar e há sempre um “amanhã” para as coisas.

Meu discurso se resumia a constatação de que nas grandes cidades as pessoas já não sabem mais viver sem objetivos, são como pequenas empresas, sempre estabelecendo metas para o ano, o mês, a semana e, pior, para o dia. Com esse comportamento, não é difícil entender porquê somos tão ansiosos e consumistas, consumir é um de nossos principais objetivos aqui nas grandes cidades.

Acordamos ansiosos pelo que temos que fazer, listamos mentalmente as coisas e já nos preparamos para consumir. Ao pegar uma camisa, lembro da outra que precisa ir para a lavanderia; enquanto tomo café, penso no que gostaria de comer no almoço; enquanto almoço, lembro das contas que tenho que pagar (pela internet, até às 23h00) e das coisas que preciso comprar em breve (talvez à noite). Abrindo o e-mail, chegam promoções diversas (autorizadas ou não) e vamos assim, em estado de consumo latente e contínuo o dia inteiro, a semana, o mês, o ano…

A vida vai passando aqui nesse ritmo enquanto no interior as pessoas pensam em como aproveitar mais o dia: ver outras pessoas, contar causos e estórias, sorrir e, simplesmente, viver. O ambiente é dominado pela sociabilidade ao invés do consumo, exatamente o oposto do nosso ambiente, no qual nos esquecemos das pessoas, parentes e amigos, por conta de uma vida atribulada e cujo pouco tempo que temos passamos “consumindo”.

Apesar disso, existem sinais claros de que essa vida hedonista (ao extremo) durará pouco tempo. No fundo estamos cansados desse modus operandi, queremos viver como vivem no interior, só não sabemos disso. Como eu sei então? Nada de paranormalidade, só observação. Hoje, mais de 90% dos internautas utilizam redes sociais, e esse dado, do Ibope NetRatings, não é tudo, cada dia mais blogs, redes sociais e outras ferramentas, como Twitter, ganham espaço e usuários. Estamos sedentos de relacionamento, de vontade de “jogar prosa fora”, de “perder” tempo; nesses ambientes, as pessoas redescobrem como se relacionar, muitas vezes sem pretensão, sem objetivos.

Apesar do regozijo e prazer desse exercício social – inexplicável, porque isso é tão improdutivo, não? ☺ –, há inúmeras pessoas que relutam em entrar nesses ambientes porque não vêem “utilidade”. Quantas vezes me perguntaram “Qual o objetivo do Twitter?” Respondo: “depende de você. Eu, por exemplo, o uso como “fragmentos de memória“, compartilhando-os com outras pessoas; agora, se você não quer se relacionar, ele é ótimo para montar uma lista de supermercado econômica (140 letters). Recentemente, fizemos um treinamento focado no uso do Twitter para executivos que insistiam em dizer que aquilo era bobagem. Preciso falar que eles adoraram? (Opa falei  ;P)

Agora tudo isso tem um problemão, não é fácil para o marketeiro decodificar as prosas ao pé de ouvido e fazer estratégias “legais”, a tendência é entrar para o time dos reticentes, usando as estratégias “velhas de guerra”. Se você se encaixa nesse caso, eu sugiro, aproveite ao máximo, pois isso não durará muito, porém, se você entende que “seja lá o nome que se dê” (mídia social, interatividade, sabedoria das multidões, mundo plano…) é algo irreversível, então vire a chave rapidamente e passe a participar ativamente dessas rodas, entendendo porque as pessoas estão migrando da cidade para o campo.

Exemplos de empresas utilizando mídias sociais

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Como escrevi no penúltimo post (meio velhinho), me comprometi a trazer exemplos de ações de mídia sociais tocadas por empresas. Claro, nós na Polvora! temos bons exemplos como o Saúde Comunidade e o Blog A1, os quais ainda farei uma descrição detalhada para o Nextmarketing, porém, nessas andanças na web, acabei achando um material incrível do Peter Kim, um empresário de “Social Technology” (como ele próprio se intitula), que exemplifica bem a importância que as mídias sociais passam a ter para as empresas.

Com a colaboração de várias pessoas – a lista de créditos é enorme – ele relacionou inúmeras ações de mídias sociais das principais marcas que conhecemos, 324 para ser exato. Estou pedindo para ele autorização para traduzir a lista para este blog e a inserção de cases corporativos do Brasil. Enquanto isso, divirta-se com “A List of Social Media Marketing Examples” e, por favor, deixem aqui seus comentários e dicas.

Obama e o “homo consumus”

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Hoje pela manhã, eu tomava café em um Supermercado aqui em frente de casa, e reparei que 3 pessoas compraram uma tal de “sacola verde”. O valor era meio salgado, mas a proposta é simples: não usar saquinhos plásticos para a compra e ajudar a salvar nosso pobre planetinha. Percebi que, entre a moda e consciência, aquelas pessoas estavam comprando a moda.

A tal da sacola verde em nada se difere de qualquer outra sacola que possa ser comprada na feira por R$ 3,00, o que interessa é a atitude, mas isso tudo embaladinho de um jeito que agrada o nosso ” alter-ego consumidor compulsivo” é simplesmente irresistível e, de quebra,  ainda subsidia o marketing verde para essa rede de supermercados. É por isso que vivemos hoje, para consumir, somos “homo consumus”.

O fenômeno Obama é similar, o mundo comprou um redentor moderno e o está consumindo vorazmente, fazendo com se torne o presidente mais pop do mundo (Lula deve estar se doendo de inveja!). Apesar disso, o que você realmente espera de Obama? O que os Americanos “médio-cristões” esperam de Obama? Preste atenção nas entrevistas e você verá que eles esperam tudo de bom, mas nada claro, nada muito factível, apenas a esperança de “um dia usar”, igualzinho um cortador de grama que a minha sogra comprou, sem ter grama alguma para cortar.

O que ameaça a continuidade de nossa raça não é o aquecimento global, é esse “modus operandi” moderno de consumo latente e constante. Como uma Colméia, que se organiza para sobreviver, basicamente buscando alimento e segurança para reprodução, nossa organização visa o consumo desenfreado de simplesmente tudo, não só de bens, mas de idéias, conceitos, prestígio, reputação. Todos queremos ser “abelhas-rainhas”, mas isso não cabe em um mundo com recursos finitos.

O que tudo isso tem a ver com este blog? Tudo! A crise demonstra que a mecânica da ganância humana tem limites de operação, o planeta se defende com o aquecimento e devolvendo o mal que lhe fazemos na forma de doenças cada vez mais misteriosas. Diante de tudo isso, o recado é claro: nós temos que “baixar a bola”, devemos continuar buscando nossa evolução contínua, mas cada vez mais conscientes de que tudo tem um limite. Essa consciência começa a se traduzir – de verdade – na atividade de marketing, não estou falando de “marketing sócio-ambiental”, estou falando de um marketing de restrições conscientes, como o acordo recente de diversas indústrias de alimentos para não fazerem publicidade diretamente para as crianças abaixo de 6 anos e fenômenos como o “neofrugalismo“, tendência disseminada pela crise que prega restrições ao consumo e uma venda de “longo prazo” subsidiada pelas empresas. Importante: ambos são exemplos de movimentação da sociedade civil, ou seja, não foram motivados ou conduzidos por governos (que, no caso do Brasil, faz ao contrário, pede para as pessoas continuarem consumindo, tristeza!)

Enfim, como escrevi no início, nossa consciência de consumo ainda reside mais na moda  (ou na necessidade) do que na consciência propriamente dita. Nós, marketeiros, aproveitamos bem a onda “modista”, mas o “homo consumus” está definitivamente no divã, e poderá sair com uma cabeça bem diferente e verdadeiramente consciente, temos que estar preparados e, igualmente, conscientes.

A Crise do Cisne Negro

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Você esperava a crise? Os analistas esperavam a crise? Parece que ninguém sabia, e ela, sorrateira, veio e ficou, surpreendendo a todos; assim como o fatídico episódio de 11 de setembro de 2001, a queda do avião da TAM, a perda da medalha “certa”de Diego Hypólito… Para Nassim Nicholas Taleb, autor de “A lógica do Cisne Negro”, nós somos péssimos em fazer previsões, isso porque pensamos de maneira limitada e tentamos desenhar a evolução das coisas com base em modelos pré-existentes, desconsiderando que o mundo a nossa volta se torna mais complexo dia após dia.

O autor usa o exemplo pragmático do Cisne Negro, descoberto apenas na época da colonização da Austrália, para demonstrar que a destruição de toda uma lógica pré-estabelecida depende apenas de um único e simples elemento. Os europeus do século XVII acreditavam que todos os Cisnes eram Brancos, pois jamais haviam visto outro diferente, quando os Cisnes Negros foram descobertos na Austrália. O fato destruiu todas as convicções sobre o que se conhecia a respeito dos Cisnes, afinal, não se sabia mais exatamente quais e quantas variações eram possíveis pelo simples fato de haver uma variação.

Se naquela época os “Cisnes” fossem papéis da bolsa, milhares de pessoas estariam “vendendo” suas posições e esperando por intervenções do Estado-mãe (na hora da crise, todos são Marxistas) para definir o plano emergencial de resgate do “mercado de Cisnes”. Hoje, esse vai-e-vem do mercado só demonstra o quanto somos uma raça que se ilude pensando que sabe o que está acontecendo., desconsiderando os Cisnes Negros. Eu não sei, você não sabe e nem George Soros sabe (ele só tem $$ suficiente para lucrar em qualquer situação).

Quando ocorre algo inesperado – ou negligenciado –, todas as convicções vão por algo abaixo, exatamente como ocorre com a atual crise. Nessa situação, as empresas ficam perdidas, as pessoas assustadas e inicia-se um problema tautológico: rever planos porque há real necessidade, ou rever planos porque todo “mercado” está revendo?

Infelizmente, a maioria das empresas vai pela segunda opção e passa a rever seus planos, porém sem muito critério, uma vez que se perderam os referenciais. Quando isso ocorre, o primeiro que dança é o plano de marketing. Toda ação que não puder comprovar resultados eficazes serão cortadas, tenha certeza disso. Como no Egito antigo, estamos na época das “Sete Vacas Magras” (e olha que os Faraós estavam melhores de profetas do que nós hoje), e agora teremos que apertar o cinto, só que teremos que fazer isso com criatividade, pois se a crise não matou sua empresa (amém), também não matou seu concorrente (esse é um problema da lógica do Estado-Marxista, ele precisa salvar todos).

Imagino que neste exato momento vários executivos de marketing que me lêem estão fazendo seus budgets. Um grupo deve tentar manter ou aumentar suas posições, e vai precisar de todos os argumentos possíveis para justificarem essa decisão; torço pelo seu sucesso. Outro grupo, acredito que a maioria, já recebeu a triste notícia da redução e está se mexendo, renegociando contratos e diminuindo o escopo de suas ações para 2009.

Agora, ambos os grupos têm dúvidas de qual é a estratégia mais eficaz diante dessa situação. A resposta é simples: “combata Cisne Negro com Cisne Negro”, isso significa pensar além do convencional, além dos modelos pré-estabelecidos. Com certeza você conseguirá ver aplicações interessantes para ferramentas de marketing modernas, mais precisas e menos custosas: mídias sociais ao invés de grandes campanhas de mídia;  monitoria web ao invés de pesquisas de mercado; co-branding co players que atuem no mesmo segmento da sua empresa, etc., etc.

Nos próximos posts, trarei exemplos de estratégias diferenciadas, que poderão servir de inspiração para esse momento de reflexão, porém, não há exemplo que seja suficiente para indicar o caminho do marketeiro moderno, obrigado a quebrar paradigmas e pensar sempre de forma diferente, além do óbvio, se antecipando aos possíveis “Cisnes Negros. Nesse sentido, rever radicalmente o plano de marketing (especialmente aquelas ações “tradicionais” que já são default por sempre “funcionarem”), é o primeiro passo da mudança para se aproveitar esse período nada convencional pelo qual a economia mundial passará em 2009.

A vida é dura com quem é mole!

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Meu pai sempre repetia a frase acima, simples, engraçada, mas inteligente.

Um dos piores problemas dos dias de hoje é a procrastinação. Não minta, você procrastina, eu procrastino, nós procrastinamos. É o verbo da moda.

Hoje, 30 de setembro, o mundo acordou com a rejeição do Congresso Americano para o plano de resgate financeiro daquele país (talvez do mundo?!). Ou seja, o governo Bush deixou a “corda estourar” na sua gestão. É evidente, ele e seus assessores (na verdade todo o mercado) sabiam do problema das hipotecas há alguns anos, mas o que fazer se era essa sociedade “saciada” pelo crédito que dava ainda um pouco de “crédito” para o seu governo decadente e belicista? Ele procrastinou, contou com a sorte, esperando deixar isso de presente para o próximo presidente. A vida está sendo dura com ele!

Por aqui, no nosso País, esse fenômeno “procrastineiro” é patente do nossos governos também, e em vários setores. Por exemplo, há poucos dias das eleições municipais, os eleitores tomaram à frente das campanhas de seus candidatos, divulgando as gafes dos concorrentes em redes sociais. Esse acontecimento pode parecer bobo, pontual, mas no fundo esconde o quanto o nosso Estado está inapto para atuar perante mecanismos de comunicação digital; inapto e “parado”.

Esse problema se reflete num tratamento inadequado, pontual e sempre pelo ponto de vista privado (pela parte que se sente ofendida) desses problemas, o que acaba refletindo injustamente em toda a cadeia de comunicação que se forma, naturalmente, em torno de todas as cadeias de valor.

Nesse momento devem estar chovendo ações dos candidatos contra o YouTube – principal streaming utilizado pelos cabos eleitorais 2.0 -, todas pedindo a retirada imediata do portal do ar. O Juíz manda buscar o “escritório” deles no Brasil (será que sabem que é do Google?) e lá vai um oficial de justiça que desconhece o sistema entregar uma liminar que não intima ninguém em especial. Temos vários exemplos disso: Cicarelli que tentou tirar o YouTube do ar (essa se acha!), o Twitter Brasil que foi tirado do ar, pois pensava-se tratar do próprio Twitter, etc.,etc.,etc. Como disse Edney em uma aula sua na Terceira Semana de Comunicação da ESPM: “Eu ouvi uma frase certa vez que mostra o quanto não adianta você tentar negar esse movimento ou tirar do ar uma comunidade como ‘eu odeio x empresa’: Tentar tirar alguma coisa da Internet é como tirar xixi da piscina. Por mais nojento que seja, está ali e você vai ter de conviver com aquilo.”

Exemplos não faltam, o que falta é acabar com essa procrastinação desgraçada, que faz com que nosso Estado não busque estar alinhado com a velocidade com a qual a tecnologia e a sociedade evolui. Não adianta querer regular algo tão complexo quanto a web e as mídias sociais por espasmos, não adianta fazer o mesmo com saúde, educação, transporte e outros assuntos importantes para uma sociedade em desenvolvimento.

Prever fenômenos sociais, econômicos e naturais é algo impossível, e não é futurologia que o Estado e a sociedade devem fazer, agora procastinar quando está claro que tudo mudou, contando mais com a sorte do que com uma discussão séria entre todos os membros de uma sociedade, aí não dá, tem que sofrer mesmo, porque afinal “a vida é dura com quem é mole”!

As maçãs e a web 2.0 – versão 2

No ano passado, realizamos um evento que foi tematizado com “maçãs”. Usamos a maçã verde para simbolizar a informação de valor, aquela que você e qualquer internauta está buscando nesse mar de “maçãs vermelhas” que é a web.

Na época, fiz um post que se tornou o mais lido deste blog; não sei se pelo título ou pelo termo maçã (muito buscado), mas devido à audiência, resolvi atualizá-lo comparando os benefícios da maçã com os benefícios das mídias sociais (canais web 2.0) para você, profissional de marketing e comunicação.

Os benefícios da maçã divulgados pelos nutricionistas:

  • Boa para o cérebro, pois contém ácido fosfórico em forma facilmente digerível;

    • Mídias Sociais – segundo a última Super Interessante, existem diversos tipos de inteligência, mas o cérebro precisa ser treinado. Uma vida social equilibrada é um dos maiores estimulantes da inteligência;
  • Contribui para um sono tranqüilo, impede a formação de cálculos, evita a indigestão e previne  infecção da garganta;

    • Mídias Sociais: sono tranquilo para o marqueteiro que está bem inserido nos canais que discutem sobre sua empresa ou sobre o mercado dela. Antenado, é menos sujeito a ser pego de surpresa por uma crise incontrolável, assim não terá indigestão e, por não ficar estressado, evitará a redução de seus anti-corpos, evitando infecções ;)
  • Depurativo do sangue, por conter ácido málico, que elimina detritos provenientes do metabolismo;

    • Mídias Sociais: detritos são algo que as Mídias Sociais mais eliminam, os próprios canais se depuram: há regras tácitas ou explícitas que controlam esses micro-universos;
  • Limpa o trato vocal, boca e faringe, por sua propriedade adstringente. Favorece uma voz com melhor ressonância;

    • Mídias Sociais – ao contrário do que muitos imaginam, as pessoas ligadas às mídias sociais adoram conversar, debater, palestrar, etc. Não ficam escondidos atrás de máquinas, suas idéias e entusiasmo extrapolam o meio digital (e muito);
  • Diabéticos podem comer maçã, porque seu açúcar, a frutose, é absorvido lentamente pela corrente sangüínea;

    • Mídias Sociais – o minitério da saúde adverte, não há mal algum em expor suas idéias, ser quem você é, encontrar aqueles que gostam do que você gosta, etc., etc. ;)
  • Boa para prevenir ou manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis;

  • Ajuda a melhorar a respiração;

  • Previne doenças cardiovasculares.

    • Mídias Sociais – colocar para fora aquilo que se sente é essencial para a saúde do coração. Hubs Sociais devem ter bem menos problemas cardíacos =)

Agora, para a comunicação e o marketing eficaz, você sabe que deve praticar uma dieta diferenciada, baseada no “princípio da maçã verde”; aquela que queremos destacar, que queremos que salte aos olhos de nossos potenciais clientes, chamando a atenção exatamente para o que queremos comunicar. Mas cuidado antes de se aventurar!

CMOs querem web 2.0 e mídias sociais!

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Os CMOs – Chief Marketing Officers  -, das empresas americanas estão muito interessados em aprimorarem o uso de ferramentas colaborativas pela web e ampliarem a participação de suas empresas em comunidades digitais, isso tudo para estarem mais próximos de seus públicos.

Veja a matéria completa no site Baguete.