Tenho este blog desde 2007. Ele foi criado para que eu pudesse compartilhar alguns pontos de vista e coisas interessantes sobre comunicação baseada em mídias sociais.

Bom, depois de 3 anos – e um último ano com pouco tempo para postar -, decidi descontinuá-lo, afinal, há muito mais gente escrevendo sobre o tema com disciplina, algo que não tenho conseguido devido à rotina na agência.

Bom, apesar de tudo, há muitos textos legais, sobre diversos assuntos (veja a nuvem de tags), por isso, se quiser ler algo, basta ir no histórico.

Obrigado para quem acompanhou as postagens.

Jair Tavares

Leia neste link uma matéria sobre o Workshop que eu e o Fábio Cipriani, da Deloitte, fizemos no da 30.09. na Amcham. Fábio apresentou a pesquisa “Mídias Sociais nas empresas”, que a Deloitte concluiu recentemente (este post do Mário Soma traz uma boa síntese), e eu falei sobre a metodologia da Polvora! para estabelecer estratégias de comunicação focadas em mídias sociais. Sou suspeito, mas vale a leitura.

Jair Tavares

Essa é uma pergunta que quase sempre ouvimos de nossos clientes na agência, e nem sempre a resposta é simples.

Como escrevi no post anterior, há muitas diferenças entre esses fenômenos de comunicação – prefiro classificar assim, pois em essência são incontroláveis. Para mim, a forma mais fácil de observar tais diferenças é pensar em “viral” como paixão e no “boca a boca” como amor. Muitas vezes, o viral é classificado como uma das formas de boca-a-boca, como neste post da Coworks, o que não deixa de estar certo se pensarmos na premisa que representa a única semelhança entre ambos: que o usuário se torna o próprio canal/meio de divulgação.

Agora, esquecendo os rótulos e pensando em “paixão” e “amor”, você poderá identificar melhor o que a marca da sua empresa, ou do seu produto, necessita (ou suporta). Primeiro identifique as características da paixão (aqui neste post há algumas) e do amor (aqui nesse ótimo poema da Fernando Pessoa). Isole algumas características e pense no seu produto/serviço e veja o que combina mais com o público dele. Por exemplo, as pessoas são apaixonadas por carros, mas na hora de comprar um, há uma grande carga de racional no processo, isso deixa a pessoa menos impulsiva, menos “apaixonada”. Em outras palavras, a relação se baseia mais nas características do amor do que da paixão. Por isso, tentar “viralizar” um vídeo de carro pode até gerar uma grande audiência, mas não necessariamente vendas. Lógico que o lançamento de um novo modelo tem várias ações de comunicação e vendas conjuntas, não apenas um vídeo legal na web, mas em todos esses contatos com o público, a relação que acaba prevalecendo com a marca é de amor, com certa seriedade e cumplicidade. O amor, diferente da paixão, precisa ser lembrado, motivado, cativado (pessoas casadas sabem bem disso).

Este vídeo para promocionar a máscara de pintura da Kimberly-Clark mostra o erro em se confundir um caso de produto “amor” com um produto “paixão”. O vídeo é interessante e despojado (estilo Jackass), mas vejam que baixo o número de views, considerando que ele está há quase 4 anos no ar. Ou seja, o público (que aliás, pelo tipo de produto, nem deve estar tão presente na web), não replicou o vídeo; talvez não tenha se identificado, ou não tenha entendido a proposta. Ao invés desse vídeo, imagine outro mostrando pessoas que tiveram problemas reais de saúde porque não utilizaram uma máscara de pintura de qualidade. Acredito que isso até ampliaria o público, de profissionais e daqueles que estão habituados a fazer reformas para um grande público que, eventualmente, precisa comprar esse produto para pintar o portão de casa com spray.

Sabemos dos virais e dos “word of mounth” (boca-a-boca) que dão certo, mas a grande maioria das viralizações são tentativas frustadas (como no exemplo da Kimberly), e passam batidas pela rede. Infelizmente, as empresas/agências continuam a errar porque não avaliam de forma criteriosa o que suas marcas suportam e muitas vezes acabam seguindo a onda; afinal, o “viral” está na moda e hoje é rídiculo alguém que não siga a moda.

Enfim, evite o exagero, a arrogância e pense primeiramente no seu público – e não no trade -, com isso, tenho certeza que a sua estratégia será um sucesso.

Se quiser saber mais, eu participei dessa matéria da ISTOÉ com vários especialistas em comunicação e pessoas que se tornaram “human cases” de virais, todos contando um pouco sobre como planejar e ativar um “viral” (em especial vídeos).

Abs,

Jair Tavares

Viral é paixão
Boca a Boca é amor

Viral é explosivo
Boca a Boca é emotivo

Viral é intenso
Boca a Boca é contínuo

Viral é infecção
Boca a Boca é crônico

Viral é efêmero
Boca a Boca é declaração de amor

Viral é trivial
Boca a Boca é persistente

Viral é legal
Boca a Boca é sensacional

Em outro post eu explicarei o porquê.

Para quem acessa este blog regularmente, eu peço desculpas pela falta de postagens. Estamos passando por umas semanas de trabalho intenso na Polvora! e,  além disso, eu e meus sócios estamos palestrando em vários eventos e dando aulas em cursos sobre mídias sociais. Um desses eventos é a ResultsOn Week que acontece aqui em São Paulo nos dias 25, 26 e 27 de maio. Abaixo, seguem mais informações sobre o evento, para participar, basta clicar na imagem. Nos vemos lá!

Qual é a receita para uma campanha de motivação? As palavras que me vêm à mente são simplicidade, coração e entusiasmo.

Durante minha carreira, vi muitos gestores e marketeiros pensarem em milhares de ações para motivarem seus times, muitas vezes complexas e de difícil envolvimento, coisas que demoram para serem entendidas antes de levarem as pessoas a se entusiasmarem.

No sentido oposto, a enquete abaixo exemplifica o final de uma ação cuja simplicidade, o coração e o entusiasmo foram a chave para engajar e motivar um time.

Começou assim, acordei mais cedo numa quarta-feira, passei no mercado e comprei vários doces, entre eles o “prêmio”, um “Kisses”grande. Cheguei na agência, coloquei o super prêmio em destaque com uma mensagem em cima da caixa, entrei no twitter e falei qual era o prêmio, pedindo que cada um enviasse uma frase dizendo porque “#eumerecoisso” para o perfil da agência (@polvora). Depois disso, fui nas salas de todos dizendo que os nossos “docinhos” estavam recarregados; as pessoas começaram a passar para se abastecer de guloseimas e acabavam vendo o “prêmio”, curiosos perguntavam o que era aquilo e eu, provocador, dizia “veja no twitter”. Em questão de 30 minutos a brincadeira envolveu todos e foi esquentando ao longo do dia, com mais de 60 tuitadas (isso num grupo de cerca de 15 pessoas).

No final da tarde, escolhemos algumas frases, coloquei-as na enquete abaixo e passei o link para a galera votar. Nesse ponto, e a brincadeira virou uma disputa, com todos pedindo para os amigos entraram e votarem (em um dia, este blog teve mais acessos que no mês inteiro). Nossa super-estagiária, Ariane, ganhou o “prêmio” e o balanço do dia foi uma equipe leve e animada brincando entre si enquanto entregavam rigorosamente todos os Jobs programados para aquele dia.

Quando seu time estiver precisando de um break; quando você sentir que eles precisam de uma injeção de ânimo, pense de forma simples, coloque o coração na ação e aja com entusiasmo. Assim, um simples doce pode virar um prêmio incrível e criar uma motivação que nem mesmo 10 grandes palestrantes sobre o assunto conseguiriam obter do seu time.

Abs,

Jair Tavares