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Em meados dos anos 1990, o DBM [Data Base Marketing] se mostrou a solução de todos os problemas que as empresas tinham para organizar as informações de seus clientes/consumidores e aprimorar as formas de atendê-los.

No início desta década, as empresas descobriram que seus clientes eram mais complexos do que imaginavam e que uma base de dados atualizada com pouca frequência não permitia atender com satisfação os interesses desses clientes. Nesse cenário, surgiu o CRM [Customer Relationship Management] que em síntese estabelecia rotinas de relacionamento com a base de clientes/consumidores, permitindo mais proximidade da empresa e, consequentemente, melhor entendimento das  necessidades de seus públicos. Muito se gastou em programas de CRM e poucos foram implantados com sucesso. Isso se deveu a uma premissa básica que mudava silenciosamente: o fato das pessoas amadurecerem como consumidoras, tornando-se mais conectadas por padrões mentais de interesse [mind sets] do que por perfil sócio-econômico [David Lewis e Darren Bridges descreveram isso no livro “A Alma do Novo Consumidor“, vale lê-lo para se aprofundar no assunto].

Atualmente, esse “consumidor treinado” tem se potencializado com a web que, por meio das mídias sociais, permitiu uma dinâmica de comunicação nova, na qual as pessoas se agrupam por interesse debatendo, criticando e enaltecendo produtos, conceitos, ideais e marcas. Hoje, existem verdadeiras “tribos” online e, como é natural em toda a tribo, existem os “chefes”, pessoas que passam a liderar seus grupos, especialmente capacitadas por uma soma de empatia, facilidade de comunicação e técnica específica no assunto de interesse. Chamamos essas pessoas de “hubs”; elas são excelentes atalhos para entendermos os perfis de nossos consumidores e, ao mesmo tempo, nos aproximarmos deles.  Mas atenção, se aproximar de um hub não é tão simples, sempre que for fazer isso lembre-se de “Matrix”, pois ele é a inteligência de uma coletividade, portanto muito mais astuto e consciente do seu poder. 

Eu discorro mais sobre o assunto no podcast a seguir [powerd by Gengibre]

  DBM, CRM e Hubs

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Li hoje, “Pós-graduação em Twitter é oferecida por universidade inglesa“. Na verdade, ao ler a matéria, fica claro que não só o Twitter, mas blogs e o Facebook – que já chega a 91 milhões de usuários no mundo -, são os principais focos de estudo do curso. A matéria destaca ainda: “O conteúdo programático envolve o potencial de comunicação e marketing de sites como o Twitter e o Facebook. Claramente, o foto são os estudantes de jornalismo e relações públicas.”

Esse movimento da “academia” é mais uma evidência do poder dessas novas formas de comunicação, que infelizmente continuam sendo negligenciadas pela maioria das empresas.

Leiam a matéria na integra no link acima.

Abs

Jair Tavares

marketing

Como escrevi no penúltimo post (meio velhinho), me comprometi a trazer exemplos de ações de mídia sociais tocadas por empresas. Claro, nós na Polvora! temos bons exemplos como o Saúde Comunidade e o Blog A1, os quais ainda farei uma descrição detalhada para o Nextmarketing, porém, nessas andanças na web, acabei achando um material incrível do Peter Kim, um empresário de “Social Technology” (como ele próprio se intitula), que exemplifica bem a importância que as mídias sociais passam a ter para as empresas.

Com a colaboração de várias pessoas – a lista de créditos é enorme – ele relacionou inúmeras ações de mídias sociais das principais marcas que conhecemos, 324 para ser exato. Estou pedindo para ele autorização para traduzir a lista para este blog e a inserção de cases corporativos do Brasil. Enquanto isso, divirta-se com “A List of Social Media Marketing Examples” e, por favor, deixem aqui seus comentários e dicas.

marketing

Meu pai sempre repetia a frase acima, simples, engraçada, mas inteligente.

Um dos piores problemas dos dias de hoje é a procrastinação. Não minta, você procrastina, eu procrastino, nós procrastinamos. É o verbo da moda.

Hoje, 30 de setembro, o mundo acordou com a rejeição do Congresso Americano para o plano de resgate financeiro daquele país (talvez do mundo?!). Ou seja, o governo Bush deixou a “corda estourar” na sua gestão. É evidente, ele e seus assessores (na verdade todo o mercado) sabiam do problema das hipotecas há alguns anos, mas o que fazer se era essa sociedade “saciada” pelo crédito que dava ainda um pouco de “crédito” para o seu governo decadente e belicista? Ele procrastinou, contou com a sorte, esperando deixar isso de presente para o próximo presidente. A vida está sendo dura com ele!

Por aqui, no nosso País, esse fenômeno “procrastineiro” é patente do nossos governos também, e em vários setores. Por exemplo, há poucos dias das eleições municipais, os eleitores tomaram à frente das campanhas de seus candidatos, divulgando as gafes dos concorrentes em redes sociais. Esse acontecimento pode parecer bobo, pontual, mas no fundo esconde o quanto o nosso Estado está inapto para atuar perante mecanismos de comunicação digital; inapto e “parado”.

Esse problema se reflete num tratamento inadequado, pontual e sempre pelo ponto de vista privado (pela parte que se sente ofendida) desses problemas, o que acaba refletindo injustamente em toda a cadeia de comunicação que se forma, naturalmente, em torno de todas as cadeias de valor.

Nesse momento devem estar chovendo ações dos candidatos contra o YouTube – principal streaming utilizado pelos cabos eleitorais 2.0 -, todas pedindo a retirada imediata do portal do ar. O Juíz manda buscar o “escritório” deles no Brasil (será que sabem que é do Google?) e lá vai um oficial de justiça que desconhece o sistema entregar uma liminar que não intima ninguém em especial. Temos vários exemplos disso: Cicarelli que tentou tirar o YouTube do ar (essa se acha!), o Twitter Brasil que foi tirado do ar, pois pensava-se tratar do próprio Twitter, etc.,etc.,etc. Como disse Edney em uma aula sua na Terceira Semana de Comunicação da ESPM: “Eu ouvi uma frase certa vez que mostra o quanto não adianta você tentar negar esse movimento ou tirar do ar uma comunidade como ‘eu odeio x empresa’: Tentar tirar alguma coisa da Internet é como tirar xixi da piscina. Por mais nojento que seja, está ali e você vai ter de conviver com aquilo.”

Exemplos não faltam, o que falta é acabar com essa procrastinação desgraçada, que faz com que nosso Estado não busque estar alinhado com a velocidade com a qual a tecnologia e a sociedade evolui. Não adianta querer regular algo tão complexo quanto a web e as mídias sociais por espasmos, não adianta fazer o mesmo com saúde, educação, transporte e outros assuntos importantes para uma sociedade em desenvolvimento.

Prever fenômenos sociais, econômicos e naturais é algo impossível, e não é futurologia que o Estado e a sociedade devem fazer, agora procastinar quando está claro que tudo mudou, contando mais com a sorte do que com uma discussão séria entre todos os membros de uma sociedade, aí não dá, tem que sofrer mesmo, porque afinal “a vida é dura com quem é mole”!