Social Media Vale do Paraíba 2009 – experiência e reflexão

Publicado: 7 de dezembro de 2009 em branding, Comunicação, Comunicação Social, Marketing, marketing 2.0, Propaganda, Publicidade, Social Media, Uncategorized, Web 2.0
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Nos dias 27 e 28 de novembro, eu e meu sócio, Mário Soma, participamos do Social Media Vale do Paraíba 2009, em São José dos Campos. Além de conhecer pessoas incríveis e ver que o debate sobre social media não fica restrito às grandes capitais, houve alguns momentos de reflexão motivados pelas perguntas da galera. A seguir, descrevo a minha primeira reflexão e insiro o view da apresentação que fizemos; minha segunda reflexão ficará para um próximo post, mas já anuncio sobre o que será.

Reflexão # 1 -Tenha algo diferente, e sério, para falar.

O Heitor Botan me perguntou o quanto uma comunidade “eu odeio xxxx” pesa contra a marca de uma empresa hoje em dia. Eu respondi que quase nada. As pessoas deixaram de usar as redes sociais para “cultivar o ódio”, algo comum no começo do Orkut, e passaram a ter uma atitude mais propositiva, discutindo temas e assuntos de interesse comum. Mas isso não é motivo para as empresas descuidadas comemorarem. O ódio, a raiva e o desprezo continuam existindo na web, mas seu exercício é mais pontual, exatamente quando ocorre algum problema ou desentendimento. Esse processo é potencializado pela oferta de diversas redes sociais, cada vez mais integradas umas as outras, o que facilita as pessoas exprimirem o que sentem a qualquer instante e “espalhar” isso para milhares de outras pessoas. Exemplifico isso com uma Twitada minha contra o Kassab e sua obra na marginal Tietê, pois só senti necessidade de manifestar minha indignação quando tive o “infeliz contato” com ela e cheguei 30 minutos atrasado em um compromisso.

Apesar de pontuais, a repetição e a reverberação desses exercícios de raiva são muito mais potentes para destruir marcas e campanhas de alguns milhões de reais do que as comunidades “eu odeio xxx”. Essas reclamações sem um ponto focal, espalhadas entre as diversas redes nas quais as pessoas mantêm perfis, criam uma verdadeira “mancha” na web, algo bem difícil de ser revertido por qualquer empresa. Nessas situações, cabe a empresa observar e ver exatamente o que ocorre, para poder agir da mesma forma: pontualmente em várias frentes com respostas coerentes. Porém, isso depende da empresa TER o que falar, caso contrário, é melhor ficar quieto e não cutucar a cobra com vara curta. ☺

Pense o seguinte: essa capacidade de reverberação que destrói algumas marcas é a mesma que auxilia outras empresa que têm valores reconhecidos pelo mercado a se tornarem respeitadas e almejadas. Por isso, mais importante do que saber se falam mal da empresa é saber se ela TEM o que falar e, assim, reverter uma situação ou estabelecer definitivamente sua liderança de mercado. Não adianta “marketear” coisas criando frases de efeito. Nas mídias sociais, as pessoas confiam em outras pessoas, criando um vínculo muito mais forte e eficaz do que a publicidade tradicional. Nesse ponto levam ainda mais vantagens as empresas sérias e bem intencionadas, pois essas mídias são ótimos ambientes para aperfeiçoamento de produtos e serviços (quase como manter uma eterna pesquisa de opinião).

Síntese da reflexão #1 – mais do que saber se falam bem ou mal de sua empresa, você deve saber se ela tem o que falar!

Reflexão #2: Pensar nas mídias sociais como canais de publicidade não é pecado.

Utilizar as mídias sociais como canais de publicidade não é mais um tabu, mas depende de inúmeras ações coordenadas e bem pensadas, buscando-se o melhor para os três elementos envolvidos: hubs sociais, agência e anunciantes (mas, como falei no início, isso será tema de um próximo post).

Nossa apresentação no #SMVP2009

Abs,

Jair Tavares

comentários
  1. heitorbotan disse:

    Jair, muito legal essa sua reflexão. Compartilho a ideia de que os atores das redes sociais jogam na ‘nossa cara’ nossos piores defeitos, aquilo que queríamos que ‘ninguém tivesse visto’! Como lidar com essa situação é um desafio, mas que começa, em minha opnião, pelo diálogo. Daí a grande importância em TER o que falar, como você concluiu. Se o fato tomar maiores proporções, de nada adiantará convidar os envolvidos para discutir o problema se o envolvido não acrescenta nada de mais à conversa, ou acredita que a plateia acatará as informações passivamente.

    Novamente, uma brilhante síntese a sua sobre este fato.

    No meu projeto de conclusão de curso, que foi um site voltado a assessores de imprensa, também falei sobre isso. Até quem me deu uma entrevista para falar sobre o assunto foi o Armindo, um dos organizadores do SMVP. O texto está aqui: http://www.focasemai.com.br/index.php?act=ver_ferramentas&id=8

    Abraços!

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