A Crise do Cisne Negro

Publicado: 8 de dezembro de 2008 em branding, Inovação, Marketeiro, Marketing, marketing 2.0, Política, SEO, Social Media, Web 2.0
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marketing

Você esperava a crise? Os analistas esperavam a crise? Parece que ninguém sabia, e ela, sorrateira, veio e ficou, surpreendendo a todos; assim como o fatídico episódio de 11 de setembro de 2001, a queda do avião da TAM, a perda da medalha “certa”de Diego Hypólito… Para Nassim Nicholas Taleb, autor de “A lógica do Cisne Negro”, nós somos péssimos em fazer previsões, isso porque pensamos de maneira limitada e tentamos desenhar a evolução das coisas com base em modelos pré-existentes, desconsiderando que o mundo a nossa volta se torna mais complexo dia após dia.

O autor usa o exemplo pragmático do Cisne Negro, descoberto apenas na época da colonização da Austrália, para demonstrar que a destruição de toda uma lógica pré-estabelecida depende apenas de um único e simples elemento. Os europeus do século XVII acreditavam que todos os Cisnes eram Brancos, pois jamais haviam visto outro diferente, quando os Cisnes Negros foram descobertos na Austrália. O fato destruiu todas as convicções sobre o que se conhecia a respeito dos Cisnes, afinal, não se sabia mais exatamente quais e quantas variações eram possíveis pelo simples fato de haver uma variação.

Se naquela época os “Cisnes” fossem papéis da bolsa, milhares de pessoas estariam “vendendo” suas posições e esperando por intervenções do Estado-mãe (na hora da crise, todos são Marxistas) para definir o plano emergencial de resgate do “mercado de Cisnes”. Hoje, esse vai-e-vem do mercado só demonstra o quanto somos uma raça que se ilude pensando que sabe o que está acontecendo., desconsiderando os Cisnes Negros. Eu não sei, você não sabe e nem George Soros sabe (ele só tem $$ suficiente para lucrar em qualquer situação).

Quando ocorre algo inesperado – ou negligenciado –, todas as convicções vão por algo abaixo, exatamente como ocorre com a atual crise. Nessa situação, as empresas ficam perdidas, as pessoas assustadas e inicia-se um problema tautológico: rever planos porque há real necessidade, ou rever planos porque todo “mercado” está revendo?

Infelizmente, a maioria das empresas vai pela segunda opção e passa a rever seus planos, porém sem muito critério, uma vez que se perderam os referenciais. Quando isso ocorre, o primeiro que dança é o plano de marketing. Toda ação que não puder comprovar resultados eficazes serão cortadas, tenha certeza disso. Como no Egito antigo, estamos na época das “Sete Vacas Magras” (e olha que os Faraós estavam melhores de profetas do que nós hoje), e agora teremos que apertar o cinto, só que teremos que fazer isso com criatividade, pois se a crise não matou sua empresa (amém), também não matou seu concorrente (esse é um problema da lógica do Estado-Marxista, ele precisa salvar todos).

Imagino que neste exato momento vários executivos de marketing que me lêem estão fazendo seus budgets. Um grupo deve tentar manter ou aumentar suas posições, e vai precisar de todos os argumentos possíveis para justificarem essa decisão; torço pelo seu sucesso. Outro grupo, acredito que a maioria, já recebeu a triste notícia da redução e está se mexendo, renegociando contratos e diminuindo o escopo de suas ações para 2009.

Agora, ambos os grupos têm dúvidas de qual é a estratégia mais eficaz diante dessa situação. A resposta é simples: “combata Cisne Negro com Cisne Negro”, isso significa pensar além do convencional, além dos modelos pré-estabelecidos. Com certeza você conseguirá ver aplicações interessantes para ferramentas de marketing modernas, mais precisas e menos custosas: mídias sociais ao invés de grandes campanhas de mídia;  monitoria web ao invés de pesquisas de mercado; co-branding co players que atuem no mesmo segmento da sua empresa, etc., etc.

Nos próximos posts, trarei exemplos de estratégias diferenciadas, que poderão servir de inspiração para esse momento de reflexão, porém, não há exemplo que seja suficiente para indicar o caminho do marketeiro moderno, obrigado a quebrar paradigmas e pensar sempre de forma diferente, além do óbvio, se antecipando aos possíveis “Cisnes Negros. Nesse sentido, rever radicalmente o plano de marketing (especialmente aquelas ações “tradicionais” que já são default por sempre “funcionarem”), é o primeiro passo da mudança para se aproveitar esse período nada convencional pelo qual a economia mundial passará em 2009.

comentários
  1. […] 1, 2009 in Uncategorized Como escrevi no penúltimo post (meio velhinho), me comprometi a trazer exemplos de ações de mídia sociais tocadas por empresas. […]

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