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Meu pai sempre repetia a frase acima, simples, engraçada, mas inteligente.

Um dos piores problemas dos dias de hoje é a procrastinação. Não minta, você procrastina, eu procrastino, nós procrastinamos. É o verbo da moda.

Hoje, 30 de setembro, o mundo acordou com a rejeição do Congresso Americano para o plano de resgate financeiro daquele país (talvez do mundo?!). Ou seja, o governo Bush deixou a “corda estourar” na sua gestão. É evidente, ele e seus assessores (na verdade todo o mercado) sabiam do problema das hipotecas há alguns anos, mas o que fazer se era essa sociedade “saciada” pelo crédito que dava ainda um pouco de “crédito” para o seu governo decadente e belicista? Ele procrastinou, contou com a sorte, esperando deixar isso de presente para o próximo presidente. A vida está sendo dura com ele!

Por aqui, no nosso País, esse fenômeno “procrastineiro” é patente do nossos governos também, e em vários setores. Por exemplo, há poucos dias das eleições municipais, os eleitores tomaram à frente das campanhas de seus candidatos, divulgando as gafes dos concorrentes em redes sociais. Esse acontecimento pode parecer bobo, pontual, mas no fundo esconde o quanto o nosso Estado está inapto para atuar perante mecanismos de comunicação digital; inapto e “parado”.

Esse problema se reflete num tratamento inadequado, pontual e sempre pelo ponto de vista privado (pela parte que se sente ofendida) desses problemas, o que acaba refletindo injustamente em toda a cadeia de comunicação que se forma, naturalmente, em torno de todas as cadeias de valor.

Nesse momento devem estar chovendo ações dos candidatos contra o YouTube – principal streaming utilizado pelos cabos eleitorais 2.0 -, todas pedindo a retirada imediata do portal do ar. O Juíz manda buscar o “escritório” deles no Brasil (será que sabem que é do Google?) e lá vai um oficial de justiça que desconhece o sistema entregar uma liminar que não intima ninguém em especial. Temos vários exemplos disso: Cicarelli que tentou tirar o YouTube do ar (essa se acha!), o Twitter Brasil que foi tirado do ar, pois pensava-se tratar do próprio Twitter, etc.,etc.,etc. Como disse Edney em uma aula sua na Terceira Semana de Comunicação da ESPM: “Eu ouvi uma frase certa vez que mostra o quanto não adianta você tentar negar esse movimento ou tirar do ar uma comunidade como ‘eu odeio x empresa’: Tentar tirar alguma coisa da Internet é como tirar xixi da piscina. Por mais nojento que seja, está ali e você vai ter de conviver com aquilo.”

Exemplos não faltam, o que falta é acabar com essa procrastinação desgraçada, que faz com que nosso Estado não busque estar alinhado com a velocidade com a qual a tecnologia e a sociedade evolui. Não adianta querer regular algo tão complexo quanto a web e as mídias sociais por espasmos, não adianta fazer o mesmo com saúde, educação, transporte e outros assuntos importantes para uma sociedade em desenvolvimento.

Prever fenômenos sociais, econômicos e naturais é algo impossível, e não é futurologia que o Estado e a sociedade devem fazer, agora procastinar quando está claro que tudo mudou, contando mais com a sorte do que com uma discussão séria entre todos os membros de uma sociedade, aí não dá, tem que sofrer mesmo, porque afinal “a vida é dura com quem é mole”!

comentários
  1. Caraca, texto sensacional.

    De fato, a lerdeza do sistema faz com que ele fique cada vez menos eficiente e tenha menos identificação com o que é vivido pela sociedade. E quando não há diálogo entre sociedade e sistema, nada de bom pode acontecer. Acaba dando nisso tudo que você elencou.

    Parabéns pelo post!

    Abs!

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