O marketing da antena!

Publicado: 20 de setembro de 2008 em branding, Comunicação, Comunicação Social, Marketing, marketing 2.0, Propaganda, Publicidade, SEO, Social Media, Uncategorized, Web 2.0

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As ações mais eficientes de comunicação são de uma simplicidade que me assustam. Como marqueteiro estudei um milhão de teorias e hoje observo que a maioria delas veio para complicar o simples. Por isso, eu tenho buscado, obstinadamente, a simplicidade.

Meus planos não são mais baseados em análises complexas, com uma centena de dados convergindo para um caudilho que só outro marqueteiro pode entender. Ao contrário, estou usando o que aprendi com o Sr. Vendedor de Antenas que conheci no Viaduto Santa Ifigênia.

Para quem é paulistano, o lugar é bem conhecido; para quem não é, explico: a rua Santa Ifigênia é hoje um pólo de vendas de artigos elétricos e eletrônicos que atrai pessoas de diversos lugares da cidade e de cidades vizinhas. Essa rua se liga ao Largo São Bento pelo viaduto Santa Ifigênia, no qual ficam um sem-número de ambulantes que toda hora são intimidados pela guarda metropolitana com  suas rondas e batidas.

Nesse viaduto, conheci o Sr. Vendedor de Antenas. Ele me chamou atenção por conseguir que qualquer pessoa que passasse a sua frente parasse para ver o seu “show”. E o show era simples, ele tinha uma TV ligada a uma bateria em cima de um carrinho de supermercado, dentro do carrinho ele tinha antenas de uma marca “alternativa” (rs). Ele pegava uma antena nas mãos e enquanto ia desembrulhando-a falava para todos: “Quem aqui não tem problemas com conexão? Bombril? Já era! Você quer algo moderno,  e o que eu apresento aqui é igual a TV Digital, mas mais barata e simples. Olha só, basta conectar e pronto!”. E na hora que ele conectava a imagem aparecia, nada incrível, mas boazinha. Depois disso, começavam a pipocar os “quero uma!”, e o Sr. Vendedor vendia umas 10 antenas com uma simples demonstração.

Eu, você que me lê e mais uma dúzia de executivos nunca conseguiríamos vender essas antenas, porque complicaríamos todo o processo, explicando “benefícios intrínsecos, não tangíveis e explorando os diferenciais competitivos” do maravilhoso produto que estaríamos vendendo.

O Sr. Vendedor, ao contrário, não se preocupa com a antena, ele demonstra preocupação com as pessoas, é empático, deixando claro que entende a situação (não necessidade, por favor!). Todos querem uma TV Digital, mas não têm, todos querem uma boa imagem nos cantos da cidade onde o apinhado de casas torna do sinal difuso, todos querem tudo isso a um preço módico. Ele entende, fala tudo com clareza, simplicidade e, o principal, está ali, próximo para que qualquer um reclame, xingue, elogie, pechinche, etc.

A lições que tive dessa “aula magna”:

Primeiro, “empatia” e “proximidade” são as palavras mágicas que estão por trás das novas formas mais eficazes de se fazer marketing e comunicação. Princípios simples e antigos, praticados todos os dias pelos ambulantes que estão no Viaduto Santa Ifigênia. Segundo, sempre que penso em complicar as coisas (até porque fico meio aborrecido quando vejo o quanto são simples), eu lembro do Sr. Vendedor de Antenas, fazendo e falando exatamente aquilo que é necessário, nem mais, nem menos, sem complicar, apenas simplificando.

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