Como havia prometido, vou avançar mais no assunto “responsabilidade social” na web, especialmente com uso de Social Media (nada mais adequado). 

Eu consegui encontrar uma lista com “12 dicas” sobre como uma instituição do terceiro setor pode utilizar social media. Sei que listas são a moda na web, mas essa vale a pena. O material é da Ph.D especialista em terceiro setor Joanne Fritz e foi divulgado no site

About.com

A seguir eu trago uma síntese (não exatamente uma tradução) da essência do conteúdo dessa “lista”, acrescentando muito da minha visão e experiência:

1. Escolha os “social networks” certos.

Não escolha sites baseados apenas no tamanho da rede de relacionamento. Outras comunidades mais direcionadas para aplicação de práticas e necessidades ligadas ao objetivo da ação social podem ser mais efetivas, ainda que bem menores. O ideal e começar “pequeno”, tendo no máximo 3 redes sociais, e evitar atuar com alguma grande rede esperando um “boom” rápido.

2. Encontre um “expert” para apoiar.

Procure na organização, ou na comunidade, alguém com experiência em social networking. Você deve considerar desde os jovens que compõem o staff até um voluntário. O principal é entender da causa a fundo.

3. Amplie o seu alcançe.

Selecione um “social network” e use-se das ferramentas internas de divulgação; não preencha apenas o perfil esperando que as pessoas venham a encontrar a entidade; crie um grupo, discuta idéias e busque atrair mais apoiadores “conectados”. 

4. Prepare-se para “perder o controle”.

Não há a mínima possibilidade que todos venham a ser “amigos” da causa. Prepare-se para críticas diversas (sobre o modelo de atuação, ética dos membros, funding, etc.). Se a sua instituição e seus advogados não estão preparados para isso, esqueça Social Media.

5. Descubra aqueles que querem ser como você.

Existem pessoas com causas e experiências parecidas. Busque na sua rede pelo perfil de pessoas similares a sua entidade/causa, pois eles podem se tornar grandes apoiadores e disseminadores da sua informação. Imagine que sua instituição esteja ligada à educação; busque educadores, professores, mestres e doutores, estude o que eles dizem e direcione o conteúdo de sua causa para eles.

6. Dê uma primeira boa impressão.

Dê uma boa impressão para os seus novos amigos “virtuais”. Tenha um conteúdo adequado; ao utilizar materiais de divulgação tenha certeza de sua qualidade – tanto gráfica quanto de conteúdo; coloque as fotos das pessoas que compõem a entidade; autorize e-mails e colaboração sobre o conteúdo; utilize o nome da instituição com destaque. 

7. Poste “campanhas”, não só informações.

Social networks são o melhor lugar para que as pessoas passem conteúdos de valor umas para as outras. Quanto mais criativa for a forma como você divulga conteúdo, mais chances haverá desse conteúdo ser replicado “viralmente”. Utilize vídeos, apresentações, crie idéias de memes. Isso tudo fará com que a grande maioria dos seguidores fique mais entusiasmada em repartir seu conteúdo.

8. Entenda mais seus apoiadores.

Pesquise sobre os apoiadores da causa. Veja se eles têm LinkedIn, Plaxo, estão no Orkut e em outros locais públicos. Isso não é “invasão de privacidade” – os locais que você pesquisará são abertos, e estamos falando de informações autorizadas pelos usuários -, isso é importante para se ter um perfil daqueles que “consomem” a causa. Com isso, se pode identificar padrões, como por exemplo participação em outras causas complementares, além de permitir conhecer mais sobre a rede de amigos dessas pessoas e, assim, pensar em como extender a atuação da comunicação da causa para essas pessoas.

9. Comunique-se regularmente com seu social network.

Atualize suas páginas; traga informações recentes – especialmente materiais -; enfim, seja dinâmico.

10. Dê espaço para que seu staff participe do social networking.

Cadastre todo o staff na rede social escolhida e deixe-os participar regularmente. Lembre-se, o tempo deles dedicado à essa rede é tão valioso quanto é o tempo dedicado à outras tarefas.

11. Garanta a conversão.

Eventualmente, alguns amigos e simpatizantes podem se transformar em ferrenhos apoiadores. Tenha certeza que seu conteúdo disponibiliza todas as informações necessárias para essa “conversão”.

12. Pense no Social Network como um investimento no futuro.

A web 2.0 – seus recursos e dinamismo – e o fenômeno de comunicação “Social Media” (que se apoia nessa “nova web”) são inegáveis e sem volta. A velocidade com o conhecimento humano passa a ser disponibilizado dentro desse ambiente é enorme e, ao mesmo tempo, mais certeiro, pois as pessoas passam a definir os conteúdos de seu interesse juntas e não mais isoladas. Nenhuma instituição do terceiro setor, em lugar algum do mundo, poderá fechar os olhos para esse realidade.

comentários
  1. msoma disse:

    Muito bom e didático o seu post. Adequado para o momento em que vivemos. Parabéns. Abs.

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