A lição que a Dilma nos deu!

Publicado: 25 de abril de 2009 em Crise Moral, Marketeiro, Marketing, marketing 2.0, Mundo Digital, Política, Propaganda, Publicidade, Social Media, Twiitter, Web 2.0
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Começou assim: no dia 05.04, li na Folha de São Paulo sobre um documento que comprovava a participação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no planejamento e execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85).

A Folha publicou o “achado” como matéria de capa, tomando o documento como legítimo (teria sido elaborado pelo antigo DOPS – Departamento de Ordem Política e Social – órgão responsável por décadas de repressão a diversos grupos no Brasil, que destacou-se especialmente no período da ditadura militar). Li a matéria, refleti sobre ela, e guardei-a na memória, afinal, temos que estar atentos a tudo que falam de nossos políticos.

Hoje (25.04), vejo um twittada do Franchini sobre a retratação da Folha, assumindo que o documento era falso (na verdade, se trata de um documento que roda na internet desde novembro do ano passado). Franchini colocou um link para o Blog do Fontana, que conta em detalhes o ocorrido.

Um caso como esse tem muitas lições sobre esses novos tempos da comunicação:

1. Nós somos o “Big Brother”: todos estão olhando tudo. Não são mais as instituições e os grandes veículos de mídia que controlam a informação, são as pessoas, isoladamente ou em grupos, que têm o controle sobre a informação e sua proliferação. O Franchini passou informações depois que leu o post do Fontana (que se aprofundou no assunto); esse processo de auto-regulação vai se proliferando quase que instantaneamente;

2. A instantaneidade: essa rápida proliferação se deve as diversas ferramentas de compartilhamento de informações que existem hoje na web e que estão intimamente ligadas às plataformas móveis (celulares e smartphones). Recursos que transformam a todos nós em “antenas” captadoras e transmissoras de informações. Porém, a capacidade de “transmitir” está ligada à confiança que cada um tem junto ao grupo (ou aos grupos) com os quais se relaciona. Essa confiança, por sua vez, tem como base a opinião, não o simples fato de informar;

3. A confiabilidade: as pessoas que agem como disseminadores conquistaram a confiança de sua audiência de uma forma diferente dos grandes e tradicionais players de mídia. Essas pessoas comunicam fatos sempre com suas opiniões, usam diversas fontes (várias vezes divergentes) para exemplificar seus pontos de vista e interagem com toda a sua audiência, seja ela positiva ou negativa às suas idéias. As grandes mídias buscam manter-se isentas, e têm como modus operandi demonstrar eficiência por meio de “furos” jornalísticos. A audiência não está tão preocupada com fontes e furos (afinal, vivemos num mundo com excesso de informação), as pessoas estão preocupadas em formar suas opiniões. Nesse sentido, entender a opinião de outros nos faz tomarmos as nossas decisões e estabelecermos as nossas próprias opiniões. Eu confio na opinião de várias pessoas as quais respeito e “sigo” nos diversos canais que existem hoje; afinal são pessoas, de carne e osso, que estão a um clique de distância de mim.

Com a twittada do Franchini e o post do Fontana eu teci minha opinião. E você que me lê, está tecendo a sua?

Abs,

Jair Tavares

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