Projeto Social Media - 100 dias no oceano
Campanhas de Comunicação e Marketing baseadas em Social Media representam um grande desafio a nossa capacidade, pois metodologia e pragmatismo se misturam, e não há referências de mercado - a não ser de “melhores práticas”. Por isso, a forma como devemos lidar com as situações que acontecem nesses projetos é totalmente diferente de como conduziríamos um projeto “trivial”.
Quem conhece a linguagem náutica sabe que “cartas de navegação” são planos de rota, estabelecidos segundo às condições climatológicas possíveis, com uma série de rotas alternativas (para o caso de problemas), e milestones (pequenas metas) que representam a evolução da viagem.
É assim que temos desenhado planos baseados em Social Media e web 2.0., pois saber ao certo o que vai acontecer é um exercício de futurismo desnecessário e perigoso (por um lado porque cria um falso conforto de que tudo está “encaminhado”, por outro lado deixa-nos despreparados para reagir tanto às coisas negativas quanto potencializar as positivas).
No caso dos projetos em que estou envolvido, optamos pela seguinte carta Náutica:
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Check points - seguidas reuniões com a equipe para check de cada atividade e discussão sobre a saída para algum problema ou a potencialização de algo que deu certo;
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Inteligência coletiva - cada vez que sentamos – eu e toda equipe -, para analisarmos as coisas descobrimos algo a aprimorar. Cada um vê o problema por um ângulo diferente, isso é muito enriquecedor;
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Cockpit de projetos - um grande mapa com o desempenho de cada projeto e seu status, essencial para sabermos se estamos navegando corretamente;
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Metodologia baseada em processos - não há como se prever que algo vá dar certo ou não, mas pode-se pensar dialeticamente (tese/antítese/síntese) imaginando tanto o que fazer caso um “procedimento” seja positivo, quanto quando ele seja negativo;
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Paciência - quem leu o livro “100 dias entre o céu e o mar” de Almir Klink entende bem que devemos ter tanto a garra para correr atrás dos objetivos quanto esperar a calmaria ou a tempestade passarem. É mais uma questão de observar as coisas de forma clara, desprovido de paixão, e ter acima de tudo bom senso.
Não há fórmula e não há certo ou errado - aliás, em estratégia isso não existe -, mas ter claro cada passo necessário pensando sempre no seguinte é essencial para “navegar nesses mares nunca dantes navegados.”
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Se já é um caminho longo a percorrer para chegar ao “descobrimento das américas”, imagino como deve ser complexo - se não mais díficil - para mensurar o seu retorno, ainda mais quando se trata de social media e web 2.0.
E ainda tem um ponto importante: entender como está a maré do cliente, que, pelo fato de enfrentar algo novo, mistura 1.0 com 2.0. Destaco que o “tempo do projeto” (curto/médio/longo) confunde-se com o “eu quero”. Às vezes quando achamos que tudo vai bem…nem tudo está. E vc tem acertado a forma de captar percepções e anseios nos projetos. Isso sim é muito bom! Parabéns…reformatado!